domingo, 4 de dezembro de 2011

Eu não sei sofrer em Inglês!

O Maranhão já tem como costume servir de berço para grandes artistas.
E como se fosse pouco servir de berço, ele ainda empresta toda a sua musicalidade nativa.
Bruno Batista nasceu em Recife, mas aos quatro anos se mudou de vez para São Luiz do Maranhão. Seu pai, colecionador de discos e apaixonado por Chico Buarque, influenciou sua paixão pela música e poesia.



Hoje, Bruno Batista nos apresenta o seu segundo trabalho totalmente autoral.
Um disco especial, com 12 faixas de puro ritmo brasileiro, tradição e influência pop.
Não bastasse dar voz a todas as suas composições, o álbum conta ainda com participações especiais de
 Zeca Baleiro, Rubi, Juliana Kehl e Tulipa Ruiz.

Não é necessário ouvir com moderação.
Não contém contraindicação e a superdosagem só faz potencializar o efeito do produto.
Em caso de overdose aproveite. É a melhor parte!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bajofondo




 Que sou um fã da cultura latina já não é mistério, mais quando a proposta é original e criativa, vale um apresso maior.
 Formado por oito integrantes argentinos e uruguaios o Bajofondo é um dos mais populares e talentosos grupos de tango eletrônico do momento. Idealizado por Juan Campadonico e Gustavo Santaolalla ( este vencedor do oscar de melhor trilha sonora por Babel e O segredo de Brokeback Montain) o Bajofondo ficou conheçido no Brasil com a música Pa' Bailar que foi trilha de abertura da novela "A favorita" da rede globo. Recentemente no dia 26 de novembro eles encerraram com chave de ouro o Encontro Niterói América do Sul.

 Música instrumental de primeira, ótima fusão de música eletrônica urbana com elementos do tango tradicional............
  Espero que lo disfruten......


http://www.myspace.com/bajofondomardulce

Post: Leonardo Maciel

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Que isso fique entre nós.

Não sei até que ponto seria contraditório usar o blog pra falar de artistas que estão na estrada faz um tempo, já que a proposta é claramente proporcionar novidades aos leitores.
No entanto, tem qualquer coisa de contemporaneidade esse rapaz.
Desde que colocou na roda o seu primeiro trabalho, em 2007, vem timidamente conquistando fãs e admiradores por onde passa. No mesmo ano foi finalista do concurso de bandas promovido pela revista Capricho e o site Trama Virtual. Em 2008 participou do projeto Prata da Casa no SESC Pompéia, assinou com gravadora e concebeu o segundo disco da sua carreira, o elogiadíssimo "O último dia de um homem sem juízo".
Depois de quatro anos de gestação, nasceu o seu filho mais bonito.

O novo trabalho de Pélico traz o artista em plena forma e infinitamente mais maduro.
Como se não bastasse a excelência de suas letras, as dezesseis faixas do disco vêm acompanhadas de belíssimas roupagens e arranjos que espreitam a perfeição.
Urbana com cara de matuta, sua sonoridade é convidativa e aconchegante.
Sua música é daquelas que agente assobia com as mãos no bolso ou estala os dedos enquanto ouve. É um pop-brega semidançante, que possivelmente bebe na mesma fonte em que beberam Os mutantes, Beatles e Odair José.
Seiscentista que só, explora divinamente os ruídos e instrumentos de sopro, o que traz um quê de psicodelia para suas canções.
As boas línguas dizem que ele ouviu Ataulfo, Lupicínio, leu Nelson Rodrigues, rasgou o coração e fez um disco.


Post: Saron do Valle 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Young the Giant



           De estados, continentes e países separados 5 jovens se encontram em Irvine (California) em 2oo4, pra fazerem um Rock Alternativo........O Rock alternativo da atualidade. Pelo menos é o que diz Morrissey fã declarado da banda. Co-produzidos por Joe Chicarelli que já trabalhou com bandas como "The White Stripes" eles lançaram no ano passado um disco homônimo, mas ainda vem lucrando os louros do sucesso. Com o single "My body" no  top 5 da billboard de "Melhor canção alternativa" a banda vai do rock "agitadinho" à baladas com direitos a vocais que lembram Chris martim do Coldplay.
 Além de "My body" vale a pena escutar também "Cough syrup", alías é o clipe que a gente vê aqui.

   pois bem.... Divirtam se!!






http://www.myspace.com/youngthegiant

post: Leonardo Maciel.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O equilibrista do sinal

Completo.
Esse é o primeiro adjetivo que vou usar para descrever Vinicius Castro.
O artista mais completo desde Chico Buarque.
Recifense quase naturalizado carioca, Castro chega à cena transpirando arte por todos os poros.
Seu nome aparece envolvido em literatura, arte visual, trilha, música infantil, música de gente grande e em mais uma infinidade de projetos, trabalhos e prazeres. E o mais intrigante é que faz tudo com maestria. Seu disco de estréia (Jogo das palavras) é prova eminente de que tudo em que toca vira ouro.



Criativo.
Esse é o segundo adjetivo que vou usar para descrever Vinicius Castro.
O artista mais criativo desde Arnaldo Antunes.
Demonstra pleno domínio da língua da primeira à última faixa do disco. E faz tudo regado de muita graça. Passeando por diversos temas e ritmos com facilidade, Castro vai do tango ao blues e do bolero ao jazz num piscar de olhos.
Recheado de cadências latinas, o disco mora sob advertência de ser extremamente contagioso.

Contagiem-se!



Ouça!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Kimbra



Num lugar muito improvável (Nova Zelândia) Kimbra nasceu e vem fazendo seu som comparado a divas como Amy Winehouse e Bjork. Só que é na Austrália e com seu super recente álbum 'Vows' que Kimbra alcançou os primeiros lugares nas paradas de sucesso.
 Kimbra faz uma releitura bem interessante e alternativa dos anos 70, além de uma sonoridade que apresenta Retrô, Indie, Jazz e Música experimental.
 Uma super e novíssima revelação, com apenas 21 anos. Kimbra faz barulho na Austrália, Nova Zelândia, Bélgica e Holanda, mas é uma questão de tempo até conquistar o resto do mundo.

Divirtam-se!!!!

www.myspace.com/kimbramusic

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Canções de apartamento!

É tanta coisa acontecendo no cenário da música brasileira que, às vezes não dá tempo de falar de todo mundo. E foi vasculhando meu acervo musical que esbarrei em um artista sobre o qual já devia ter escrito há muito tempo. Com a proximidade do fim do ano surge junto um sentimento de retrospectiva, uma espécie de olhada para trás, uma reavaliação de tudo o que foi feito. E de maneira nenhuma eu deixaria entrar outro janeiro sem falar do milagre que é a música-poesia desse garoto.





O disco é uma galeria com dez aprimoradíssimas obras primas. É um corredor com saídas para todos os cantos e paralelamente um banker.
 Com o mesmo tom cotidiano de Chico Buarque e Rodrigo Amarantes, Cícero é um pouco só mais intimista e brinca feito um tecelão em sua esplendida melancolia.
No mais, qualquer extensão do meu ponto de vista sobre o trabalho do artista, seria uma tentativa desesperada, ainda que involuntária, de fazer-lhes a todo custo ouvir o disco. E isto sendo feito, certamente invalidaria por completo meu esforço verbal.
O disco vai além da crítica. Além de uma nota opinativa.
É história sendo feita. É um parto. Um parto de um belo e saudável menino. Pronto para andar sobre a superfície do mundo ou pairar sobre os edifícios.
Excelente para ouvir em dias de chuva ou em noites que o sono não vem.

Ouça!

Post: Saron do Valle