É
fácil admirar um edifício quando ele já está posto.
É fácil colher uma flor desabrochada, na estrada.
Difícil é profetizar no alicerce de um cimento cinza uma Dubai encaixotada. Difícil é plantar, regar e esperar.
E é
com beleza de semente que eu vejo os Violantes; rachando o solo, driblando a
rocha só pra se banhar ao sol. Sweet Garden! Ouça!
Naturais de Alcobaça (Portugal), o The Gift foi formado em 1994, de uma vontade de expandir os horizontes, de ir mais além do que as guitarras, baixos, baterias e ukele de Nuno Gonçalves e Miguel Ribeiro e sua banda Dead Souls conseguiram chegar. A banda recebeu mais dois integrantes, Ricardo Braga e Sónia Tavares no vocal. Após vencer um concurso de música da região, a banda inicia uma série de shows pelo país e grava seu primeiro álbum Digital Atmosphere, álbum que não chamou a atenção das grandes gravadoras, mas adquiriu respeito dos críticos. Somente no quarto e ousado álbum duplo AM-FM a banda alcança reconhecimento ao ganhar o MTV Europe Music Awards. Depois disso, a banda só coleciona prêmios como o posto 27 de melhores capas de 2011 com o álbum Explode. Em janeiro deste ano, eles lançaram o álbum Primavera - os gajos misturam letras em inglês e português e seguem uma linha bem experimental. Ora pois, Divirtam-se!
Quando
Junho começa a apontar seus primeiros dias no calendário, a gente põe os
moletons e os edredons na máquina de lavar; demoram uns dois dias pra secar.
Isso é por que nessa época do ano as coisas são mais lentas, eu acho.
Nessa época pecam-se pecados a granel: gula, preguiça, vaidade e inveja de quem
vai ficar na cama até mais tarde.
Pedro Morais é trilha perfeita para esses dias.
O disco foi feito pra ouvir com fones de ouvidos, em dias frios, num ônibus
lotado às seis da manhã, mas também serve para as raras noites frígidas do
trópico.
O disco é antigo feito o moletom e o edredom, mas também vai servir pra
acalentar.
Ainda embalado pelo espírito dos Dia da mães, vale a pena falar sobre o projeto criado pela NIVEA que homenageia 30 anos da morte da nossa eterna "Pimentinha" Elis Regina, onde 5 cidades Brasileiras são contempladas com exposições e shows gratuitos. O projeto se chama VIVA ELIS. Maria Rita filha de Elis, já disse várias vezes que não quer comparações (e com toda razão) e fugiu de todas as formas de associações e fez o máximo para separar o seu trabalho do da mãe. Pensando nisso, alguns poderiam arriscar que ela participaria do projeto de uma forma tímida, com alguns depoimentos e nada mais sólido, bem de propósito pra evitar as inevitáveis comparações. Mas que nada,não se importando com julgamentos, Maria Rita saiu no dia 13 de Maio (não haveria data melhor) para uma série de shows por 5 capitais brasileiras junto com as exposições cantando somente músicas do repertório da mãe. Parabéns NIVEA e parabéns Maria Rita, por proporcionarem essa homenagem mais do que merecida a essa que inegavelmente foi e sempre será a maior cantora que esse Brasil já teve. Saiba mais sobre o projeto: www.nivea.com.br/niveavivaelis
Quando a onda musical
baiana que invadiu o sul brasileiro na década de sessenta aportou em São Paulo,
trazia em sua crista o cidadão Antonio José Santana Martins, que a cidade, o
Brasil e - tempos depois - países além das fronteiras conheceriam como Tom Zé.Não é segredo pra ninguém a influência que o mestre baiano teve e ainda tem
sobre a música tupiniquim.
Ele, com sua inquietude e criatividade genial, engrossou nos anos setenta, o
grupo dos que anteviram tudo o que hoje é considerado musicalmente
experimental.
A boa nova é que o mestre está de disco novo e
com lançamento agendado para o próximo semestre!
Já que Tom é conhecido como a novidade em pessoa, fica difícil imaginar o que
está por vir. Sabe-se só que a obra atende pelo nome de Tropicália
Lixo Lógico; e
conta com participações de recentes promessas musicais como Emicida, Mallu
Magalhães e Rodrigo Amarante. A qualidade do novo álbum do Tom Zé já está com meio caminho andado, já que
quem assina a produção é o Kassim; a outra metade anseia no roer das unhas
enquanto o disco não adorna as prateleiras por aí. O
que há para diminuir a curiosidade é um vídeo que o Natura Musical, que apoia o projeto, liberou por esses dias. É pra diminuir a curiosidade e aumentar a ansiedade.
Criado em
1994 o Sonar é um festival que mistura música eletrônica e música experimental
e rola anualmente entre maio e junho em Barcelona e neste ano se prepara pra aterrissar
em São Paulo. Cheio de ótimas atrações internacionais como sempre e nossos
artistas Brazucas tão talentosos quanto. No Setlist do festival teremos o som eletrônico dos
alemães do Kraftwerk, o cantor, conpositor e rapper- americano Cee Lo Green, o
estilo louco e experimental dos suecos do Little Dragon. Além das figuras mais
influentes do Hip-Hop atualmente no Brasil, Emicida e Criolo.
O festival começa no dia 11 de maio e promete ao todo 49 atrações, pena que é
somente em Sampa.
como sempre.... Divirtam-se!
Depois de causar um reboliço entre os fanáticos adeptos do Manguebeat,
movimento que ganhou popularidade através de Chico Science & Nação Zumbi, o
site da banda Volver foi invadido e virou alvo de protestos, represarias
e pedidos de respeito.
O quiproquó começou após o lançamento do novo disco do grupo que tem uma faixa
intitulada mangue beatle. E traz junto ao nome satirizado, uma penca de ofensas, segundo os invasores.
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A banda declarou que a ideia da música era combater o fanatismo, e não incita-lo.
Era justamente pra mostrar que o cenário musical pernambucano é heterogênio e
não segue um livrinho de receita cultural. Nem todo mundo entendeu, mas a música só queria dizer que nem só de Manguebeat
viveria Pernambuco.
E não vive mesmo!
Deixando
a veia jornalística de lado e aproveitando a deixa, apresento-lhes o mais novo
trabalho da banda que me mostrou o que é que o pernambucano tem!