terça-feira, 17 de janeiro de 2012

My moon my Man

1,2,3,4.... Foi nesse ritmo  e no ano de 2007 que conheci Leslie Feist, mais conhecida como Feist.
 Talentosa ela iniciou na música aos 15 anos, com quatro CDs de estúdio e um álbum remix na bagagem a jovem viajou por alguns países absorvendo culturas e participando de vários projetos como uma banda punk chamada placebo (não confundam com a banda inglesa hein!) até em 1999 lançar seu primeiro cd solo o Monarch (Lay your jewelled head down).
Em 2000 se mudou para Europa onde além de participar de outras bandas, lançou seu segundo  cd o Let It die, apesar de ter sido lançado na Europa a mistura de jazz, bossa nova e indie rock fez o cd repercutir no Canadá sua cidade natal se tornando um dos melhores álbuns pop em 2004





o que fez a artista ter um certa audiência internacional. Em 2006 Feist lança o Open Season um álbum só de remixes onde ela teve a participação de vários amigos como os integrantes do The postal service e dos rapazes do Kings of convenience.
Em 2007 ela lança seu terceiro cd o The Reminder na Europa, Canadá, EUA e em outras partes do mundo.
 No ano passado a cantora lançou seu quarto álbum de estúdio o Metals e segue a linha que a consagrou.
Feist é uma ótima cantora envolvida na sua carreira e em projetos paralelos, tenho certeza que você também vai se encantar.
Divirtam se!
http://www.listentofeist.com/

Post: Leonardo Maciel

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O pulso ainda pulsa!

Pode ser um equívoco da minha parte, mas eu venho a algum tempo exaltando a grande e esmagadora maioria dos artistas que posto aqui. Pudera.
Costumo usar os termos brasilidade e musicalidade com bastante freqüência.

Só que dessa vez o termo é ritmicidade.
Ritmicidade é um termo usado na medicina e na biologia para explicar a origem ou não-origem dos movimentos cardíacos. É o nome que leva o fenômeno, através do qual, o coração alcança autonomia de bater por si, sem depender teoricamente de outros órgãos.
E é assim, com a involuntariedade de um músculo, que eu vejo brotar a música de Diogo Cadaval. O disco começa tímido, reconheço. E pra comprovar a timidez o disco nos come pelas beiradas e quando a gente percebe a cabeça e os ombros já estão tremelicando no ritmo das canções.  

                       
Cadaval é um milk-shake de Ben Jor, Lenine e Pedro Luis. Sem contar a semelhança física com Nando Reis e semelhança musical com o grupo Casuarina. Tudo isso, claro, besuntado em originalidade abundante. 
Ouçam Tempo do amor, Sambabom e Me ganhou. É só clicar AQUI!

Post: Saron do Valle

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Reis da controvérsia.



Vampire Weekend foi formada em 2006 e pra começo de conversa eles são uma banda de “Indie Rock”, mais é só da play no cd homônimo lançado em 2008 e o “Contra” lançado em 2010  que você percebe muito mais coisa lá. Após se formarem na renomada universidade de Columbia nos EUA , Ezra Koenig ( vocal, guitarra), Rostam Batmanglij (teclado, guitarra e segunda voz), Chris Tomsom (bateria), Chris Baio ( baixo) formaram a banda e produziram sozinhos o seu disco.
 O disco de estréia  “vampire weekend”  lançado em janeiro de 2008 estourou nos EUA  e no Reino Unido, eles ficaram no topo das paradas com singles  na lista da “Billboard” e no “UK albums  Chart” além de terem a música “ A- punk”  como trilha de abertura do filme  “Quase irmãos” de Will Ferell e John C. Reilly.



Após a sua ascensão, a banda passou a gerar controvérsia. Foram tachados de “banda mais branca”, tudo porquê de acordo com alguns críticos e anti fãs o Vampire Weekend se apoderou de forma um tanto quanto ilegal  de elementos do terceiro mundo como a “Música popular Africana” e a “Música ocidental clássica”, enquanto eram freqüentadores de renomadas universidades privadas dos EUA. A banda ainda alimentou esses boatos ao afirmar que seu som teve como influencia maior o  The Clash, sendo que tanto o som quanto a imagem não dizem isso.
Controversos  ou não o vampire weekend faz uma música boa e que vale a pena ser escutada.
E aqui a música é pra todo mundo.
Divirtam se!
Post: Leonardo Maciel.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Pé de crioula!

Quando Fernando Henrique Cardoso tomava posse do seu primeiro mandato, Ana Paula da Silva tomava posse do seu primeiro microfone.
Enquanto os Guns N' Roses separavam-se, essa mulher, na época uma menina, unia seu nome ao da música popular brasileira.
E eu, onde é que estava com os ouvidos, que durante esse tempo todo, ainda não havia tido esse prazer?!
Considerada por críticos brasileiros e europeus umas das melhores intérpretes da atualidade, Ana Paula da Silva, catarinense, em 2011 completou 16 anos de carreira, iniciou sua arte com a dança e na trajetória musical com 16 anos, evoluindo de intérprete, a instrumentista e compositora.


Seu disco mais recente chama-se Pé de crioula. É um dos discos que mais promete para 2012 e sem dúvidas é também um dos melhores álbuns de samba da atualidade.Com uma velocidade tímida o trabalho da artista vai chegando agora ao grande público e com o otimismo no talo eu já posso até imaginar algumas faixas veiculando nas rádios.
Se é que cabe uma dessas superstições, eu cruzo os dedos e torço veementemente para que essa brasilidade logo possa estar em todos os cantos da nação agitando todas as rodas e gafieiras desse mundão de meu Deus.

Ouçam, batam palmas, cantem e dancem.


Post: Saron do Valle

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Las Estrellas Cubanas




 Quem nunca deu uns passinhos, ainda que tímidos, ao som de algum ritmo latino? Há alguma magia naquela combinação de metais, percussão e cordas que impede que qualquer pessoa fique parada. Cada nota te convida a não resistir àquele ritmo cheio de sensualidade e paixão.
Os cubanos são especialmente bons nessa área. Buena Vista Social Club (1996) foi um projeto muito bem sucedido que pode representar a riqueza dos artistas cubanos, entre eles Ibrahim Ferrer (cantor), Compay segundo (cantor e tresero), Rubén González (pianista), Eliades Ochoa  (violonista), Omara Portuondo (cantora), Manuel “Guajiro” Mirabal (trompetista), entre outros.




O nome do projeto surgiu a partir da casa de shows onde diversos artistas cubanos se apresentavam até o fim da década de 40. Um documentário homônimo foi lançado em 1999 retratando a vida dos músicos. O filme foi indicado ao Oscar e ganhou vários prêmios, entre eles o de melhor documentário.
É possível que algumas pessoas tenham conhecido o BVSC somente a partir do álbum Rhythms Del Mundo (2006) que contou com a participação do U2, Jack Johnson, Coldplay, Sting, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs, Franz Ferdinand, entre outros.
Vale conferir a arte das estrelas de Cuba fazendo um som mais tradicional ou misturado à modernidade de outras bandas. De qualquer maneira, a diversão é garantida!
Divirtam se!
 e Feliz 2012.



Post: Leonardo Maciel

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Meu amor, essa é a última oração.

Estava à toa na vida o meu amor me chamou pra ver a banda passar...



Essa é a última oração e a última postagem de 2011.
E tenho a sensação que esse ano não poderia ter sido melhor para a música brasileira.
Prova disso é que
 depois de fazer história como fenômeno musical na internet brasileira em 2011, os curitibanos da Banda Mais Bonita da Cidade lançam o seu primeiro disco homônimo.
Um disco livre para uma geração livre. Considerada um marco na nova cena brasileira.




Eu queria postar um remake sobre os artistas que balançaram a cena esse ano, mas enquanto pesquisava os artistas que entrariam na lista, começou a tocar na minha playlist o alegórico som de uma banda que dominou meus fones de ouvido durante esses últimos meses. 
Então não tive dúvidas. Minha última nota do ano seria uma exclusividade deles. 
E para não frustrar a idéia de esquematizar uma lista, resolvi por bem enumerar os motivos da minha mudança de rota.
Além da sonoridade pura, da similaridade com as canções de roda e da excelência musical da banda, o disco tem qualquer coisa de renovo, qualquer coisa de esperança, persistência e calma.
Quando nada te faz tirar o pijama é uma boa hora de mergulhar no narcisismo sarcástico da banda mais bonita da cidade.

Para saber mais clique aqui!

Post:
 Saron do Valle

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Hindi Zahra

Hindi Zahra é uma cantora franco-marroquina cheia de influências.
Morou com a mãe marroquina por um longo tempo, tempo que usou para absorver muita música de cantores egípcios a  folk- soul- jazz, por exemplo.


Logo em seguida ela foi atrás do pai na França onde acabou se radicando francesa e profissionalizando seu som, trabalhou com artes inclusive no museu do Louvre e nas horas vagas escrevia músicas. Escrevia tanto que em 2005 ela já tinha aproximadamente 50 canções, que mais tarde ela aproveitaria em seu ep homônimo lançado em 2009.
No ano seguinte Hindi lançou seu cd “Handmade”  com o que sobrou das composições não aproveitadas no ep e com canções novas. Ao todo são onze faixas em sua maioria em inglês e algumas em linguagem “Berber” (idioma nativo do norte da África), com uma salada mista de estilos, o cd lhe rendeu prêmios, boas criticas e comparações com grandes nomes da música como Portishead, Manu Chao, Patti Smith e Norah Jones.
Nesse ano Hindi desembarcou no Brasil para participar do festival “Coquetel Molotov” no nordeste do país.
Diversidade e talento é o que pode se resumir sobre Hindi Zahra.
...Divirtam se!!

http://www.hindi-zahra.com/


Post: Leonardo Maciel.